
A Cidade Pulsa Cultura
Campinas abre a circulação do Festival Cidade da Cultura COMGÁS, projeto que transforma cidades em grandes palcos de convivência e arte. Inspirado em modelos internacionais, o festival valoriza os artistas locais e promove o diálogo entre linguagens e territórios. De 13 a 16 de novembro, a cidade será tomada por uma programação gratuita que une literatura, música, hip hop, artes visuais e performances. A edição de Campinas destaca a literatura negra, homenageando figuras fundamentais da cultura afro-brasileira e reforçando o papel da arte como ponte entre memória e futuro.
"A cultura é o alimento da alma, e a literatura negra é a memória viva de um povo que resistiu e venceu."
Programação São José dos Campos
11 de dezembro | SÃO JOSÉ DOS CAMPOSNoite de Abertura e Homenagens
19h30 - Coquetel de Abertura. 20h - Homenagens e Pocket Show de Deo Lopes. HOMENAGEADOS • Deo Lopes • Jorge do Bandolim • Ema Salomão Bonetti • Angela Savastano (In Memoriam) • Grupo Jongo Mistura da Raça Museu Municipal de São José dos Campos12 de dezembro | SÃO JOSÉ DOS CAMPOSFolia de Reis e Lançamento de Livro
18h - Chegada da Folia de Reis - Cia Bola de Meia 19h - Lançamento do livro Cultura Popular do Vale do Paraíba Paulista, de Jacqueline Baumgratz. Mediação: Alcemir Palma Com Café do Chico (gastronomia) Casa de Cultura Chico Triste13 de dezembro | SÃO JOSÉ DOS CAMPOSCIRCULA POENTE
Arte em Circuito SJC Van guiada pelo curador Paulo Rosa (Galeria Poente) Locais visitados: • Museu Municipal - Exposição: Egídio Rocci, guiada pelo curador Paulo Rosa - Exposição: Geometria do Tempo de Fabiolla Canedo, guiada pela artista • Clube da Gravura (Parque da Cidade) Visita ao ateliê dos artistas do Clube de Gravura, com práticas de impressões mediada pelo artista Alexandre Braga • Ateliê de Etser Exposição de Jean Galvão - visita guiada com Fábio Sapede14 de Dezembro | SÃO JOSÉ DOS CAMPOSProgramação Infantil
9h - Livre LivrariaEspaço de leitura e venda de livros infantis 9h30 - CONTAÇÃO DE HISTÓRIA "Qual é o bicho, que bicho que é?" 9h45 - OFICINA DE RECORTE E COLAGEM:Qual é o bicho, que bicho que é? 12h - OFICINA DE CIRCOcom Anabê Jardini e Guilherme Lira. Parque Vicentina Aranha
Homenageados

Deo Lopes
Deo Lopes é músico e compositor com 45 anos de carreira, iniciada profissionalmente em 1980 em importantes espaços culturais de São Paulo, como o Teatro Lira Paulistana, Teatro Tuquinha, Centro Cultural São Paulo e Sesc Pompeia, além de apresentações por diversos estados do Brasil. Sua obra reflete crenças pessoais e temas como ecologia, meio ambiente e as dimensões do amor, do encontro e do desencontro. Ao longo da trajetória, gravou cinco LPs e três CDs solos, além de três CDs com o grupo Trem da Viração, que fundou em 1998 e que se tornou referência na música regional brasileira, alcançando cerca de 800 mil pessoas em todo o país. Radicado no Vale do Paraíba desde 1994, Deo desenvolve projetos culturais em múltiplas áreas artísticas, participou de documentários, influenciou novos artistas, tornou-se referência pedagógica em escolas e universidades e, atualmente, circula com o show Concerto Sentido ao lado do músico Victor Mendes.
Jorge do Bandolim
Jorge Israel de Souza, conhecido como Jorge do Bandolim, nasceu em 1929 em Cruzeiro e mudou-se para São José dos Campos aos 12 anos, onde constituiu família e criou seus sete filhos. Vindo de uma família de músicos, aprendeu ainda criança a tocar no bandolim do pai e desenvolveu, de forma autodidata, habilidades em vários instrumentos, sempre encarando a música como um hobby. Alfaiate de profissão, afastou-se temporariamente da música, mas jamais abandonou sua vocação. Aos 60 anos, contribuiu significativamente para o cenário musical da cidade ao ajudar a fundar o Clube do Choro Pixinguinha, período em que também compôs grande parte de suas músicas. Hoje, segue morando na mesma casa que construiu na Vila Maria e permanece ativo na vida musical joseense.

Angela Savastano
In Memoriam
Angela Savastano foi uma referência fundamental na criação e consolidação do Museu do Folclore de São José dos Campos, atuando desde os anos 1980 na Comissão Municipal de Folclore da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e fundando o CECP, entidade responsável pela gestão do museu. Nascida em Campo Grande (RJ) e moradora da cidade desde 1945, formou-se em Belas Artes e Ciências Sociais, especializou-se em folclore e dedicou toda a sua vida à preservação da cultura popular, tornando-se amplamente reconhecida na área. Em sua homenagem, o museu passou a se chamar Museu do Folclore Angela Savastano em 7 de dezembro, mantendo hoje projetos essenciais como o Museu Vivo, o Mapa de Saberes e Fazeres e a coleção Cadernos de Folclore, voltados à pesquisa, prática e difusão das culturas populares e tradicionais do Vale.

Ema Salomão Bonetti
Ema Ely Salomão Bonetti, nascida em Lorena (SP) em 1941, dedicou 51 anos à medicina e, a partir de 2017, passou a concentrar-se na construção de um legado comunitário ao lado de Edoardo Bonetti, ideal que resultou na criação do Centro Ambiental e Artístico Cultural Edoardo Bonetti (CAEB), em São José dos Campos. Curiosa e comprometida com o conhecimento, ampliou sua formação com a Musicoterapia, realizando pesquisas internacionais e pós-graduação na área. Inaugurado em 2017, o CAEB tornou-se referência no Vale do Paraíba como núcleo socioambiental e artístico-cultural, promovendo encontros com pesquisadores, concertos, ações educativas e projetos inovadores como o Núcleo de Música Antiga, Jovens Músicos Novos Talentos, Residência Artística, Embaixada da Natureza, Fantástico Mundo dos Cogumelos, Gastronomia PANC e o programa Cuidar para Transformar, além de iniciativas em artes visuais com incentivo público até 2026.

Grupo Jongo Mistura da Raça
O Grupo de Jongo Mistura da Raça é uma comunidade familiar dedicada a preservar e manter viva a herança ancestral do Jongo, manifestação cultural afro-brasileira que reúne cantos, danças, toques de tambor e saberes orais. Liderado por Mestre Laudení de Souza, que desde a infância acompanhou seu pai, o saudoso Mestre Dorvalino, em Barra do Piraí (RJ), o grupo se fortalece com a atuação de Márcia Cunha, liderança e produtora, da matriarca Adélia e das novas gerações de jongueiros, como Adriana Cristina, Luciana Carvalho, João Vitor e Melissa. Para além da prática do Jongo, o coletivo atua na valorização da identidade negra e na promoção da igualdade racial, realizando ao longo do ano rodas, formações, festas, viagens e atividades em espaços culturais, educacionais, instituições públicas e privadas, praças e parques, dialogando com públicos diversos.
